Um pouco sobre a minha história

 

Até onde me lembro, fui uma criança curiosa e interessada em saber como as coisas funcionavam. Adorava desmontar meus brinquedos e o que chegasse as minhas mãos, para ver de que eram feitos.

 

Muitas vezes, conseguia remontá-los com uma ou duas peças sobrando... Hummmm...  Pra que serviam mesmo?!?! Nos momentos especiais voltavam até a funcionar. Eram momentos mágicos ... Quanta alegria!!!

Fui crescendo e minha busca foi além do universo das coisas e passou a ser voltada às relações humanas.

Enquanto crescia, tentava entender as relações humanas e entre os grupos. Por que tantos humores e reações diferentes.

 

Definitivamente, a relação entre as pessoas é muito complexa. Esta complexidade me intrigava. Movido pela minha curiosidade, ficava observando e tentando perceber as suas nuances. Sem que percebesse, desenvolvi minha capacidade de observação e reflexão. Associava o que aprendia com o que acontecia, buscando um entendimento maior. Acreditava, que de alguma forma, existia um motivo para que as coisas acontecessem.

Considerando que as relações são complexas, percebi a necessidade de buscar várias fontes de referência para tentar compreendê-las.

 

Com a chegada da adolescência, os questionamentos aumentaram e os hormônios potencializaram estas buscas.

Ao longo da minha vida, tive a oportunidade de conhecer diferentes fontes, em diferentes níveis, como por exemplo as religiões Católica, Judaica, Afro-Brasileiras, Espírita, e também a Ordem Rosacruz,  a filosofia Vedanta, a Cultura Nativo Americana, a Astrologia, o Tarot, o Reiki, a Massoteriapia.

 

Vivência no mundo corporativo

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Mais informações sobre minha experiência no mundo corporativo na minha bio no linkedin

Sem dúvida, foi um longo caminho de observação, análise e aplicação na profissão que escolhi para atuar, que foi a administração de empresas, com uma vivência de 26 anos no mundo corporativo e multinacional/cultural.

 

Trabalhar as relações humanas tendo como base tão variada, com variadas fontes, ajudou-me muito a entender o que acontecia realmente, quais influências estavam acontecendo e qual seria a melhor solução possível.

 

Entre vários dos ensinamentos que tive, este vem da faculdade:

 

“A solução perfeita não existe. A decisão de tomar uma ação, ou não, deve estar baseada no que melhor pode ser feito considerando aquele momento em especial.“ Ele foi recorrente ao longo na minha vida profissional.

 

Quanto mais abrangente for a sua visão sobre o assunto e sobre o que interfere nele, melhor será o seu entendimento e maior a qualidade de sua ação.

 

Bem, você pode chegar a este ponto e pensar: OK, mas este papo é muito mental para quem trabalha com a Constelação. E a emoção? Onde está?

Encontro com a Constelação

A emoção é o que move tudo.

 

Como costumo falar, nós temos duas áreas onde os pensamentos têm acolhida: uma na cabeça, que é capaz de estruturar as ações mentais e materiais para construir ou destruir, e a outra é o coração onde habitam as emoções. Esta área é responsável pela percepção do universo e da inspiração do que é mais importante para a nossa vida.

 

Acho que cabe aqui o pensamento atribuído a Thomas Edison adaptado a este contexto “ 1% de inspiração para 99% de trabalho mental para criar, no mundo real, aquilo que é importante para a sua vida.

 

Para perceber o que é importante em nossa vida, é necessário estar presente nela.  Estar livre ou ciente dos fatores que a influencia.

 

A Constelação Sistêmica fez sentido para mim, a ponto de me tornar um Constelador, porque ela permite que seja possível perceber as influências que “cruzam” a vida. As que estão interferindo na realização desta jornada chamada vida.

 

Permite compreender esta influência dentro de um contexto maior onde é possível reconstruir a sua percepção, liberando ou pelo menos tendo o conhecimento de sua existência.

 

Aprendi muito de Constelação e de como ser um bom Constelador com Ricardo Mendes.

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Foto da formatura da turma III de Constelação Familiar com

Ricardo Mendes no IRALEM

 

Ele usa uma frase que tenho como referência: "O menos é mais. Às vezes o muito é demais."

 

Foi movido por este princípio que o trabalho "Vem Comigo" foi concebido. (para saber mais sobre o "Vem Comigo", clique aqui)

 

Caminho Nativo

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Foto com Tony Paixão no workshop de

Costrução de Tambores Sagrados

(link para o site do Caminho Nativo - Tony Paixão)

Ao terminar a formação em Constelação Familiar, atendi a um chamado interno antigo e me dediquei a aprender sobre Cultura Nativo Americana.

 

Tive a oportunidade de encontrar o Tony Paixão, que era um nome que conhecia desde a adolescência, mas que nunca tinha tido a oportunidade de conhecer pessoalmente.

 

Participei de seu workshop de Construção de Tambores Sagrados. Tive o prazer de participar por 18 meses de um de seus grupos de estudo em Xamanismo, que me deu uma base sólida sobre a Cultura Nativa e algumas das suas práticas de vida e de cura. Ele tem a missão especial de passar o conhecimento e promover a Cultura Nativa. Aprendi muito com ele. 

 

Percebi mudanças significativas na minha vida e práticas diárias. Desenvolvi uma facilidade maior em focar no momento atual sem perder a percepção do que está a minha volta.

 

Ao longo desta vivência, tive a oportunidade de acessar uma área desconhecida pra mim até então que foi a arte nativa. Comecei a confeccionar bolsas para tambor, medicine bags, pulseiras de missangas e tecelagem seguindo processos artesanais os mais rústicos possíveis buscando honrar os ascestrais nativos.

 

(clique neste link para a galeria de fotos da Arte da Tribo)

 

Foi uma experiência fantástica que contribuiu muito para o meu crescimento como pessoa. Ahow!!!!

 

Vedanta

Na minha adolescência, tive um impulsos incontrolável de comprar um livro que me encantou. Apesar da atração, eu não conseguia digerir o livro. Ele era muito complicado e acabei por deixá-lo guardado. O nome do livro era "Bhagavad Gita" .

 

Décadas depois, num final de dia, o Claudio Lourenço, meu amigo do Xamanismo, vira pra mim, do nada, e me olhando me diz que a Glória Arieira, que é a fundadora do Vidya Mandir, estava iniciando um curso online muito legal sobre "Bhagavad Gita", e que achava que eu iria gostar.

 

Qual não foi a minha surpresa da tamanha "coincidência"! Afinal, tratava-se de mais um chamado?!?! Quem sabe se agora o livro poderia fazer algum sentido e ainda de bônus ter alguém explicando... Certamente, este foi um chamado vindo por este amigo. Gratidão Kaká.

 

Como não podia deixar passar, inscrevi-me no curso e lá se vai mais de 1 ano. Realmente o tempo e a maturidade fizeram o seu trabalho e o entendimento dos ensinamentos estão sendo possíveis desta vez.

 

Acabei encontrando outro livro, "Mahabharata", que conta sobre um tempo anterior ao momento descrito do Bhagavad Gita. É sobre a saga dos personagens até o momento descrito no Gita. E não é que a soma dos conhecimentos que colecionei durante a vida como os de Xamanismo, de Constelação e agora Vedanta me ajudaram a entender e digerir os fatos e ações do passado que se configuram no presente do Gita?!?!

 

Os fatos, as ações e as consequências das ações funcionam como uma ciranda nas vidas de todos nós.

 

 

 

 

Escola Vida

 

Quantas histórias a conhecer e a descobrir para fazer um amanhã melhor...

 

Pois é... é isso que me move hoje.

 

Transformar em ação o que aprendi com todos os sábios que cruzaram e cruzam o meu caminho e colaborar na jornada dos que cruzarem pelo meu. Esta troca é que dá sentido a minha jornada.

 

Que tenhamos uma ótima jornada...